segunda-feira, 21 de março de 2011

Trabalhadores ocupam prédio da Prefeitura cobrando audiência com Amaral


Após permanecerem por quase 10 horas ininterruptas em frente ao prédio sede da Prefeitura de Jequié, aguardando o prefeito Luiz Amaral, trabalhadores da Educação municipal, deram cumprimento ao prometido e às 18h, após o encerramento do expediente, adentraram no prédio, afirmando que irão pernoitar no local. Cerca de 30 manifestantes estão no interior da Prefeitura. Os trabalhadores começaram a se reunir em frente à sede do Executivo às 9h. No período da manhã, a informação passada foi de que o prefeito não compareceria em face de sua participação na solenidade de abertura do ano letivo do campus de Jequié do Instituto Federal de Educação-IFBA. No turno vespertino, o prefeito acompanhado do Procurador Geral, Elizeu Maia Matos, do Controlador Geral, Luciano Sepúlveda e do Secretário da Fazenda, Givaldo Barros, reuniu-se com um grupo de vereadores no auditório da Secretaria Municipal de Educação. As informações passadas foram de que será mantida a proposta de um percentual de reajuste linear de 6%. A alegação é de que a Prefeitura não tem condições de atender nada mais do que isso. A diretora geral  da APLB/Sindicato, Claudenice Santana, comentou que esse percentual está sendo calculado sobre a tabela de 2009, quando o piso salarial do Nível I era de R$ 475,44 “com o percentual oferecido o salário passaria para R$ 503,96 abaixo do salário mínimo vigente”. Foi passada a informação aos representantes dos trabalhadores de que eles seriam recebidos pelo prefeito na manhã de terça-feira (22). No caso de uma possível alteração, os professores preferiram dar continuidade à vigília dentro da Prefeitura, tendo sido providenciado o recolhimento de acessórios de uso pessoal e mantimentos levados para  o local. Os representantes da administração, em caso de não ser encontrado um acôrdo, não descartam a possibilidade de ser requerida judicialmente a presença dos professores nas salas de aula. O ano letivo tinha programação para ser iniciado em 21 de fevereiro, o que não aconteceu.

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